segunda-feira, 1 de março de 2010
segunda feira
Quando o dia não é bom, tudo conspira contra. Ventilador não funciona, lápis quebra a ponta, se sente fome e não se tem do que comer, sede, e falta o que beber. Todos contra, tudo contra, enquanto, na verdade, teu mal humor que te bota em oposto as pessoas. Você briga com sua namorada, ela não acredita no que diz. Vai dormir e perde o sono, pega um livro e logo o fecha, inquieto. Cigarros para acalmar, enquanto te estressa até a forma como queima. Levanta, toma um café, falta açúcar. Sente dores em partes do corpo que nem imaginava que existia, os problemas tomam proporções dobradas e nem se um amigo te ligasse do outro lado do mundo, lembrando depois de meses, te deixaria, em breve, perto de acreditar que o dia terminara bem. Tenta adormecer apenas para acordar no outro dia, esqueceria do que sonhou, pois não importaria. Ligaria para a namorada, tentaria reaver o relacionamento. Aponta o lápis, o dia começa. Pode não ser tão ruim quanto o passado, mas ele sente que falta alguma coisa, ele ainda vai sentir isso por algum tempo. Enquanto ele fingi que descansa, ela imagina ideias mirabolantes sobre os dois, mas, ainda assim, ele continua sonhando que vão passar por cima de qualquer coisa que venha. Não serão dias ruins, contos de má fé e nem o próprio café sem açúcar que vai amargar o que um sente pelo outro. Se eles não sabem se definir e nem ser direto a respeito do que sentem, é porque isso é confuso demais para quem nunca sentiu entender.
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