quarta-feira, 7 de abril de 2010

Eles não definem data, é praticamente casual. Até atrapalharia se fosse combinado, não daria certo como antes nunca deu. Quando juntos, fazem os minutos virarem segundos, e se culpam por tal. Procuram aproveitar cada dedo entrelaçado, cada palavra de carinho que escape, cada toque como se fosse o primeiro. Passariam dias, semanas e até meses, mas, quando juntos, tudo volta. Poderiam brigar por telefone, jurar não se importarem, mas, quando juntos, provariam para si o quanto sentem falta. Essa saudade que conseguem controlar, que aprenderam a conviver ou a se conformar. Eles juntam palavras em frases que ninguém entende, procuram segredos discretos em meio as linhas, imaginam o que deve ser. E sabem, que quando estão indo embora, o olhar de despedida que lançam é o mais completo, verificando se não deixaram nada por ali, se por um acaso nada foi esquecido, se o bastante foi dito, como uma carga que aguentaria mais um tempo sem se ver.

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