segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Fez dele razão
Será que antes de dormir a cabeça dela pesa o travesseiro? Será que isso tudo algum dia vai mudar? Formando frases com palavras mal escritas, textos sem intimidade, sem vida e razão. Se ainda faz juras, se tem o tempo entre os dedos, não há de que, não há pra que se preocupar. Essa sua segurança consegue ser mais atenta do que minha insegurança, me incomoda mais o fato de saberes o que vou fazer do que as probabilidades que minha imaginação cria. O sangue que lava tuas veias é frio, você é fria. Sua boca é seca, sedenta, vingativa, com esse jeito de morder os lábios cortados. Seus olhos são como os de uma águia que aprecia o almoço antes de caçá-lo, são grandes e hipnotizantes, são os culpados. Você não se importa, não se interessa mais. Senti isso pela distância de teus abraços, pelo vazio que havia entre nossos corpos que se encostavam. Em meio aos teus braços eu não me senti mais seguro, e sim como presa em um ninho, no campo que se faria uma guerra. Ninguém é responsável pelo teu afastamento, a não ser tu mesmo. Não procure cúmplices, nem tão pouco saídas. Inventastes o jogo, fizestes as regras, agora, no mínimo de coração e sentimento que te restam, tente cumpri-las. Haverá o dia em que irás procurar minha palavras para te confortar, que irás esperar eu ligar ao lado do telefone, mas tu entenderás que isso não te pertence mais, que o amor que se renovava todos os dias, envelheceu e vem perdendo força. Darás valor para aquilo que sabes não ser teu, e que inconscientemente achas que um dia terá novamente. Estás fazendo questão de nos perder, e o pior de tudo é o modo com que procuras culpados.
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